Desabrigados recebem atendimento médico no ginásio "Pedrão", em Teresópolis (RJ) Zulmair Rocha/UOL
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
TRAGÉDIA NO RJ...423 MORTOS
PAULO MELO ON LINE
Moradores de prédio vizinho jogaram corda e conseguiram resgatar a mulher.
Imagens gravadas por uma equipe da Intertv, nesta quarta-feira (12), mostram o salvamento de uma mulher em São José do Vale do Rio Preto, na Região Serrana do Rio de Janeiro. O vídeo mostra a moradora em cima de uma casa, no meio de uma enxurrada. Um grupo de pessoas num prédio vizinho joga uma corda e consegue resgatar a mulher.
Em Teresópolis, a cidade mais atingida, morreram 130 pessoas no que o governo do estado chegou a descrever como a maior tragédia da história da cidade. Em Nova Friburgo, morreram 107 pessoas, de acordo com o vice-governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão. Em Petrópolis, os mortos são 34, a maioria deles no Vale do Cuiabá, no Distrito de Itaipava.
Equipes do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil continuam, na madrugada desta quinta-feira (13), as buscas por vítimas das chuvas nos municípios de Nova Friburgo e Teresópolis. Já em Petrópolis, os bombeiros suspenderam o trabalho de resgate devido à falta de iluminação adequada.
Oitocentos homens da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros tentam localizar desaparecidos em Teresópolis. O secretário do Ambiente do estado do Rio de Janeiro, Carlos Minc, classificou a chuva como a "maior catástrofe da história de Teresópolis". “Não foi possível escolher o que ia cair. Casa de rico, casa de pobre. Tudo foi destruído”, disse a empregada doméstica de 27 anos, Fernanda Carvalho.
Itaipava após a chuva que devastou a Região Serrana do Rio de Janeiro (Foto: Aluizio Freire/G1)
Resgate de mulher em enxurrada na Região Serrana do RJ
Moradores de prédio vizinho jogaram corda e conseguiram resgatar a mulher.
Número total de mortos na região subiu para 271 pessoas.
Do G1, com informações do Jornal da Globo
Imagens gravadas por uma equipe da Intertv, nesta quarta-feira (12), mostram o salvamento de uma mulher em São José do Vale do Rio Preto, na Região Serrana do Rio de Janeiro. O vídeo mostra a moradora em cima de uma casa, no meio de uma enxurrada. Um grupo de pessoas num prédio vizinho joga uma corda e consegue resgatar a mulher.
Em Teresópolis, a cidade mais atingida, morreram 130 pessoas no que o governo do estado chegou a descrever como a maior tragédia da história da cidade. Em Nova Friburgo, morreram 107 pessoas, de acordo com o vice-governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão. Em Petrópolis, os mortos são 34, a maioria deles no Vale do Cuiabá, no Distrito de Itaipava.
Equipes do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil continuam, na madrugada desta quinta-feira (13), as buscas por vítimas das chuvas nos municípios de Nova Friburgo e Teresópolis. Já em Petrópolis, os bombeiros suspenderam o trabalho de resgate devido à falta de iluminação adequada.
Oitocentos homens da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros tentam localizar desaparecidos em Teresópolis. O secretário do Ambiente do estado do Rio de Janeiro, Carlos Minc, classificou a chuva como a "maior catástrofe da história de Teresópolis". “Não foi possível escolher o que ia cair. Casa de rico, casa de pobre. Tudo foi destruído”, disse a empregada doméstica de 27 anos, Fernanda Carvalho.
TRAGÉDIA NO RJ...423 MORTOS
PAULO MELO ON LINE
Muitos dormiram ao relento, embaixo de chuva e no meio da lama.
Após perder a casam Kelly Couto tem dormido ao
relento com o filho de 1 ano (Foto: Aluízio Freire / G1)
Muitos moradores de Itaipava, em Petrópolis, na Região Serrada do Rio,
que tiveram suas casas invadidas pela água da chuva passaram a noite ao
relento, dormindo na rua, embaixo de chuva. A beira da estrada que o
distrito a Teresópolis serviu de acampamento para esses desabrigados,
entre eles, mulheres, idosos e crianças, que dormiram no canto da rua
coberta de lama.
Uma dessas vítimas da tragédia é Kelly do Couto, 22 anos, que trabalha como atendente de uma padaria e recebe R$ 400 por mês. Suja de lama e com muita fome – em dois dias comeu apenas um prato de macarrão oferecido por uma igreja -, ainda assim ela agradecia a Deus por ter conseguido salvar o filho David, de apenas um ano. Ela levou a criança para a casa de uma família, que ofereceu abrigo para o menino.
“Foi um milagre ter conseguido sair a tempo. A água começou a invadir a casa e logo alagou. O rio passa aqui perto e veio aquela explosão que derrubou paredes e tetos de muitas casas. Meu filho sofre de bronquite e está com muita febre, mas está salvo”, disse, sem esconder a emoção.
Papelão e restos de móveis servem de abrigo
improvisado em estrada de Petrópolis
(Foto: Aluizio Freire/G1)
'Perdi tudo, agora estou na rua', diz morador
Outra que passou a noite dormindo em uma barraca improvisada na beira da estrada , no bairro Benfica, foi Jorgete Custódio, 42, que também conseguiu sair da casa com a filha, de 21, antes do desabamento.
“A força da água e a lama foram destruindo tudo dentro da minha casa. Quando olhei para trás e vi o estrago chorei muito. Não tinha mais nada. Em poucos minutos perdi tudo e agora estou aqui na rua”, lamentava.
A técnica de enfermagem Vera Lúcia Costa, 49, lembra que, por pouco, não aconteceu uma tragédia maior, com a morte de três crianças que estavam trancadas em casa.
Os desabrigados da beira da estrada contam com a ajuda de motoristas, que param para distribuir água ou algum alimento. “O pessoal que está recolhendo doações passam aqui direto, não deixam nada pra gente. Dizem que a prioridade é o pessoal lá do Vale do Cuiabá, onde a situação é mais grave. Mas nós também somos vítima dessa tragédia, ou não?”, questiona Vera.
Beira de estrada de Itaipava vira acampamento de desabrigados no RJ
Muitos dormiram ao relento, embaixo de chuva e no meio da lama.
Mãe agradece a Deus por salvar filho de 1 ano.
relento com o filho de 1 ano (Foto: Aluízio Freire / G1)
Uma dessas vítimas da tragédia é Kelly do Couto, 22 anos, que trabalha como atendente de uma padaria e recebe R$ 400 por mês. Suja de lama e com muita fome – em dois dias comeu apenas um prato de macarrão oferecido por uma igreja -, ainda assim ela agradecia a Deus por ter conseguido salvar o filho David, de apenas um ano. Ela levou a criança para a casa de uma família, que ofereceu abrigo para o menino.
“Foi um milagre ter conseguido sair a tempo. A água começou a invadir a casa e logo alagou. O rio passa aqui perto e veio aquela explosão que derrubou paredes e tetos de muitas casas. Meu filho sofre de bronquite e está com muita febre, mas está salvo”, disse, sem esconder a emoção.
improvisado em estrada de Petrópolis
(Foto: Aluizio Freire/G1)
Outra que passou a noite dormindo em uma barraca improvisada na beira da estrada , no bairro Benfica, foi Jorgete Custódio, 42, que também conseguiu sair da casa com a filha, de 21, antes do desabamento.
“A força da água e a lama foram destruindo tudo dentro da minha casa. Quando olhei para trás e vi o estrago chorei muito. Não tinha mais nada. Em poucos minutos perdi tudo e agora estou aqui na rua”, lamentava.
A técnica de enfermagem Vera Lúcia Costa, 49, lembra que, por pouco, não aconteceu uma tragédia maior, com a morte de três crianças que estavam trancadas em casa.
Jorgete deixou a casa da filha antes do
desabamento em Petrópolis (Foto: Aluizio Freire/G1)
“Gabriel, de 3 anos, Pedro, de 1, e Eduarda de 5, conseguiram sair com a
ajuda dos vizinhos, que colocaram um pedaço de pau para que eles
saíssem pela janela do segundo andar da casa. Foi um desespero”, conta.desabamento em Petrópolis (Foto: Aluizio Freire/G1)
Os desabrigados da beira da estrada contam com a ajuda de motoristas, que param para distribuir água ou algum alimento. “O pessoal que está recolhendo doações passam aqui direto, não deixam nada pra gente. Dizem que a prioridade é o pessoal lá do Vale do Cuiabá, onde a situação é mais grave. Mas nós também somos vítima dessa tragédia, ou não?”, questiona Vera.
JÁ SÃO 335 MORTOS OFICIAIS
PAULO MELO ON LINE
Segundo a prefeitura de Friburgo, já são 155 vítimas na cidade.
Chega a 335 o número de mortos na Região Serrana do Rio
Segundo a prefeitura de Friburgo, já são 155 vítimas na cidade.
Em Teresópolis, 16 corpos foram para o IML na manhã desta quinta.
Do G1 RJ
Depois de dois dias de chuva forte na Região Serrana do Rio, subiu para
335 o número de mortos na área. Em Nova Friburgo, o número de vítimas
passou de 107 para 155, segundo informações da assessoria de imprensa da
Prefeitura de Friburgo, na manhã desta quinta-feira (13).
Imagens da Nasa mostram temporais e enchentes vistos do espaço
Em Teresópolis, o número também subiu nesta manhã, passando de 130 para 146, segundo o secretário municipal de Meio Ambiente e Defesa Civil de Teresópolis, Flávio Luiz de Castro. Os corpos foram levados para o IML e a delegacia da cidade.
Pelo novo balanço, o número de total de vítimas até as 7h40 desta quinta é de 155 mortos em Friburgo, 146 em Teresópolis e 34 em Petrópolis, onde a maioria das vítimas foi encontrada no Vale do Cuiabá, no Distrito de Itaipava. O acesso à Região Serrana ainda é complicado nesta manhã.
Choveu forte durante a madrugada desta quinta-feira (13) nos acessos a Teresópolis. Na cidade, os bairros mais atingidos, segundo a Defesa Civil, são Caleme, Posse e Campo Grande. A Defesa Civil, que ainda não conseguiu chegar ao bairro de Campo Grande, acredita que mais de duas mil casas tenham sido destruídas pela chuva e que cerca de 150 corpos estejam na região. Eles vão tentar chegar a este bairro nesta manhã.
As buscas por outras vítimas na Região Serrana terão o apoio de helicópteros nesta quinta-feira (13). Durante a madrugada, uma chuva fraca atingiu as cidades de Teresópolis e Petrópolis, mas sem registro de novos deslizamentos. Em Nova Friburgo, a comunicação ainda é precária, já que o sistema de telefonia foi atingido
A procura por desaparecidos continuou durante a madrugada em Friburgo e Teresópolis, mas teve que ser interrompida em Petrópolis, onde a falta de luz prejudicou os trabalhos. Segundo bombeiros, por volta das 7h, os trabalhos recomeçaram na cidade. Vários bairros da Região Serrana foram atingidos.
Dilma e Cabral vão sobrevoar a Região Serrana
Na quarta-feira (12), o governador do Rio, Sérgio Cabral, pediu ajuda à Marinha no trabalho de resgate. Em resposta, a Marinha disponibilizou dois helicópteros (um Esquilo e um Super Puma) para o transporte de pessoal e equipamentos dos bombeiros. Esses helicópteros se juntam a outros cinco do governo do estado na missão de carregar equipes e equipamentos serra acima. Cabral visitará a região nesta quinta. A presidente Dilma Rousseff, que já liberou R$ 780 milhões para os municípios do Rio de Janeiro e São Paulo atingidos pelas chuvas, também vai sobrevoar a Região Serrana nesta quinta.
Itaipava após a chuva que devastou a Região Serrana do Rio de Janeiro (Foto: Aluizio Freire/G1)
O coronel Souza Vianna, comandante do 15º GBM (Petrópolis), afirmou que
o trabalho de resgate foi suspenso no trecho da estrada que liga
Itaipava a Teresópolis, no sentido contrário ao fluxo do Rio Santo
Antônio, conhecido como Vale do Cuiabá, devido à falta de luz e à
quantidade de lama.
Já em Teresópolis, segundo o secretário de Meio Ambiente e Defesa Civil do município, Flávio Castro, as buscas continuam em nove dos 17 pontos atingidos pela chuva. Ele afirmou que o trabalho se intensifica nos bairros do Espanhol e Barra do Imbuí. Nas outras áreas, os trabalhos foram suspensos por falta de iluminação, e recomeçam às 6h desta quinta. O secretário estima que há cerca de 25 desaparecidos.
A infraestrutura da região foi atingida com severidade. Houve falta de luz, telefone e transporte nas três cidades. Bairros inteiros ficaram isolados e só na noite desta quarta-feira (12) equipes de resgate começaram a dar conta da catástrofe em algumas das áreas mais atingidas. Em um desses esforços, foi resgatado com vida, sem arranhões, um bebê de seis meses de idade em Friburgo.
Oitocentos homens da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros tentam localizar desaparecidos em Teresópolis. O secretário do Ambiente do estado do Rio de Janeiro, Carlos Minc, classificou a chuva como a "maior catástrofe da história de Teresópolis". “Não foi possível escolher o que ia cair. Casa de rico, casa de pobre. Tudo foi destruído”, disse a empregada doméstica de 27 anos, Fernanda Carvalho.
A prefeitura designou dois abrigos para receber desabrigados: o Ginásio Pedrão, no Centro de Teresópolis, com capacidade para 800 pessoas, e um galpão no Bairro Meudon, onde podem ser alojadas 400 pessoas. Os desalojados na cidade são 1280 e os desabrigados, 960.
Oitocentos homens da Defesa Civil e dos Bombeiros atuam em Teresópolis (Foto: Wilton Junior/Agência Estado)
Os bairros mais atingidos em Teresópolis foram Bonsucesso, Caleme e
Biquinha. Também registraram vítimas Poço dos Peixes, Vale Feliz,
Fazenda da Paz, Posse, Paineiras, Jardim Serrano, Parque do Imbuí,
Granja Florestal e Barra do Imbuí, Pessegueiros e Salaquinho.
Em Nova Friburgo, a maior parte das vítimas morava no bairro de Conselheiro Paulino. A chuva forte deixou a cidade sem sinal de telefonia, sem luz e sem transporte na quarta (12). À tarde, moradores perambulavam pela cidade cheia de lama sem saber o que fazer. O ginásio de uma escola estadual é usado como necrotério.
Imagem área mostra devastação em área de Nova Friburgo (Foto: Marino Azevedo/Governo do Estado do Rio de Janeiro)
Na vizinha Petrópolis, o cenário é semelhante. No distrito de Itaipava,
a água atingiu dois metros e meio de altura em alguns pontos da região.
Uma escola no distrito abriga 30 famílias desalojadas.
Nelson Machado de Souza, 61 anos, diretor de qualidade da Cervejaria Petrópolis, foi mais uma das vítimas das chuvas. A casa dele e de seus dois filhos – uma ao lado da outra –, no Vale do Cuiabá, foram invadidas pelas águas que transbordaram do Rio Santo Antônio, que atingiu uma extensão de pelo menos 10 quilômetros levando tudo que estava pela frente: “Em pouco mais de 15 minutos, tudo o que era conforto virou um brejo, lamaçal”, disse.
O trabalho de resgate das vítimas da tragédia causada pela chuva na
cidade é reforçado por homens do Grupamento de Busca e Salvamento que
atuaram no Morro do Bumba, em, Niterói, em Angra dos Reis e no Haiti. À noite, integrantes desse grupamento resgataram com vida um bebê de seis meses de idade. Também resgatado com vida, o pai dele passou 15 horas soterrado, abraçado ao filho.
A Defesa Civil da prefeitura de Petrópolis explica que “toda vez que chove muito nos municípios de Teresópolis e Nova Friburgo, a água que desce da serra provoca o transbordamento do rio Santo Antônio, causando os alagamentos”.
O vice-governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, esteve na Região Serrana acompanhando o trabalho de resgate a vítimas.
Imagens da Nasa mostram temporais e enchentes vistos do espaço
Em Teresópolis, o número também subiu nesta manhã, passando de 130 para 146, segundo o secretário municipal de Meio Ambiente e Defesa Civil de Teresópolis, Flávio Luiz de Castro. Os corpos foram levados para o IML e a delegacia da cidade.
Pelo novo balanço, o número de total de vítimas até as 7h40 desta quinta é de 155 mortos em Friburgo, 146 em Teresópolis e 34 em Petrópolis, onde a maioria das vítimas foi encontrada no Vale do Cuiabá, no Distrito de Itaipava. O acesso à Região Serrana ainda é complicado nesta manhã.
Choveu forte durante a madrugada desta quinta-feira (13) nos acessos a Teresópolis. Na cidade, os bairros mais atingidos, segundo a Defesa Civil, são Caleme, Posse e Campo Grande. A Defesa Civil, que ainda não conseguiu chegar ao bairro de Campo Grande, acredita que mais de duas mil casas tenham sido destruídas pela chuva e que cerca de 150 corpos estejam na região. Eles vão tentar chegar a este bairro nesta manhã.
As buscas por outras vítimas na Região Serrana terão o apoio de helicópteros nesta quinta-feira (13). Durante a madrugada, uma chuva fraca atingiu as cidades de Teresópolis e Petrópolis, mas sem registro de novos deslizamentos. Em Nova Friburgo, a comunicação ainda é precária, já que o sistema de telefonia foi atingido
A procura por desaparecidos continuou durante a madrugada em Friburgo e Teresópolis, mas teve que ser interrompida em Petrópolis, onde a falta de luz prejudicou os trabalhos. Segundo bombeiros, por volta das 7h, os trabalhos recomeçaram na cidade. Vários bairros da Região Serrana foram atingidos.
Dilma e Cabral vão sobrevoar a Região Serrana
Na quarta-feira (12), o governador do Rio, Sérgio Cabral, pediu ajuda à Marinha no trabalho de resgate. Em resposta, a Marinha disponibilizou dois helicópteros (um Esquilo e um Super Puma) para o transporte de pessoal e equipamentos dos bombeiros. Esses helicópteros se juntam a outros cinco do governo do estado na missão de carregar equipes e equipamentos serra acima. Cabral visitará a região nesta quinta. A presidente Dilma Rousseff, que já liberou R$ 780 milhões para os municípios do Rio de Janeiro e São Paulo atingidos pelas chuvas, também vai sobrevoar a Região Serrana nesta quinta.
Já em Teresópolis, segundo o secretário de Meio Ambiente e Defesa Civil do município, Flávio Castro, as buscas continuam em nove dos 17 pontos atingidos pela chuva. Ele afirmou que o trabalho se intensifica nos bairros do Espanhol e Barra do Imbuí. Nas outras áreas, os trabalhos foram suspensos por falta de iluminação, e recomeçam às 6h desta quinta. O secretário estima que há cerca de 25 desaparecidos.
A infraestrutura da região foi atingida com severidade. Houve falta de luz, telefone e transporte nas três cidades. Bairros inteiros ficaram isolados e só na noite desta quarta-feira (12) equipes de resgate começaram a dar conta da catástrofe em algumas das áreas mais atingidas. Em um desses esforços, foi resgatado com vida, sem arranhões, um bebê de seis meses de idade em Friburgo.
Oitocentos homens da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros tentam localizar desaparecidos em Teresópolis. O secretário do Ambiente do estado do Rio de Janeiro, Carlos Minc, classificou a chuva como a "maior catástrofe da história de Teresópolis". “Não foi possível escolher o que ia cair. Casa de rico, casa de pobre. Tudo foi destruído”, disse a empregada doméstica de 27 anos, Fernanda Carvalho.
A prefeitura designou dois abrigos para receber desabrigados: o Ginásio Pedrão, no Centro de Teresópolis, com capacidade para 800 pessoas, e um galpão no Bairro Meudon, onde podem ser alojadas 400 pessoas. Os desalojados na cidade são 1280 e os desabrigados, 960.
Em Nova Friburgo, a maior parte das vítimas morava no bairro de Conselheiro Paulino. A chuva forte deixou a cidade sem sinal de telefonia, sem luz e sem transporte na quarta (12). À tarde, moradores perambulavam pela cidade cheia de lama sem saber o que fazer. O ginásio de uma escola estadual é usado como necrotério.
Nelson Machado de Souza, 61 anos, diretor de qualidade da Cervejaria Petrópolis, foi mais uma das vítimas das chuvas. A casa dele e de seus dois filhos – uma ao lado da outra –, no Vale do Cuiabá, foram invadidas pelas águas que transbordaram do Rio Santo Antônio, que atingiu uma extensão de pelo menos 10 quilômetros levando tudo que estava pela frente: “Em pouco mais de 15 minutos, tudo o que era conforto virou um brejo, lamaçal”, disse.
A Defesa Civil da prefeitura de Petrópolis explica que “toda vez que chove muito nos municípios de Teresópolis e Nova Friburgo, a água que desce da serra provoca o transbordamento do rio Santo Antônio, causando os alagamentos”.
O vice-governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, esteve na Região Serrana acompanhando o trabalho de resgate a vítimas.
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
TRAGÉDIA NO RJ
PAULO MELO ON LINE
Foto: AE
Carro do Corpo de Bombeiros
atingido por um deslizamento de terra no centro de Nova Friburgo, no Rio
de Janeiro, nesta quarta-feira
TRAGÉDIA NO RJ
TRAGÉDIA NO RJ
ESTILISTA E MAIS 7 FAMILIARES MORREM NA TRAGÉDIA DO RJ
PAULO MELO ON LINE
Daniela Conolly e mais sete familiares morreram em sítio em Itaipava, RJ.
Em meio à agitação do Fashion Rio, a quarta-feira (12) foi de tristeza
para o mundo da moda carioca devido à morte da estilista Daniela
Conolly, de 39 anos, em decorrência dos deslizamentos na Região Serrana
do Rio. “Queremos fazer uma homenagem a ela, mas ainda estamos digerindo
a notícia”, disse o produtor Robert Guimarães, criador do Rio Moda
Hype, segmento do Fashion Rio dedicado a novos talentos.
A
estilista Daniela Conolly em três momentos no Fashion Rio: na passarela
em 2006, com sua cadela em 2005, e em 2007, quando foi para o
calendário oficial da semana de moda (Foto: Montagem/Divulgação)
Daniela Conolly tinha 39 anos e estava hospedada em uma casa localizada num sítio no Vale do Cuiabá, em Itaipava, para comemorar o aniversário de seu pai, que também faleceu na tragédia. Também morreram a mãe da estilista; o marido Alexandre França; o filho João Gabriel Connoly França, de apenas dois anos; além da babá que acompanhava a criança e três sobrinhos.
Estilista morta em deslizamentos deve ter homenagem no Fashion Rio
Daniela Conolly e mais sete familiares morreram em sítio em Itaipava, RJ.
Criadora da marca Koolture, ela participou do evento durante quatro anos.
Daniela Conolly tinha 39 anos e estava hospedada em uma casa localizada num sítio no Vale do Cuiabá, em Itaipava, para comemorar o aniversário de seu pai, que também faleceu na tragédia. Também morreram a mãe da estilista; o marido Alexandre França; o filho João Gabriel Connoly França, de apenas dois anos; além da babá que acompanhava a criança e três sobrinhos.
EM MEIO A TRAGÉDIA..O SALVAMENTO
PAULO MELO ON LINE
Bombeiros vibraram com o resgate ocorrido na noite desta quarta-feira (12).
Bebê de 6 meses foi resgatado com vida em meio
aos escombros em Nova Friburgo
(Foto: Carolina Lauriano/G1)
Um bebê de seis meses foi salvo por volta das 20h30 desta quarta-feira
(12) dos escombros no centro de Nova Friburgo. Os bombeiros que
trabalharam no resgate ficaram bastante emocionados e vibraram bastante
quando conseguiram retirar o bebê, um menino, sem arranhões. O pequeno
Nicolas estava vestido com apenas uma blusa e não chorou em nenhum
momento.
"Agradeço a Deus. Isso é um milagre", disse, bastante emocionado, Ademilson Guimarães, avô do bebê, que foi encaminhado por pediatras para o Hospital Raul Sertã.
Cerca de 30 minutos depois, os bombeiros conseguiram resgatar também com vida o pai de Nicolas, Wellington da Silva Guimarães, de 25 anos, que passa bem. Segundo os bombeiros, ele ficou cerca de 15 horas soterrado, abraçado ao filho.
Os dois estavam na casa da sogra de Wellington, que segue desaparecida, assim como a mulher dele, mãe do bebê.
O trabalho de resgate durou quase quatro horas, segundo os bombeiros.
Segundo o capitão Leonard, oficial médico do Corpo de Bombeiros, o resgate foi possível graças a experiência da equipe. "Esse resgate foi emocionante e se deve à equipe altamente qualificada que atuou no Bumba e no Haiti", disse o oficial, lembrando da atuação dos bombeiros em outras tragédias.
Bebê de seis meses é salvo de escombros no Centro de Friburgo
Bombeiros vibraram com o resgate ocorrido na noite desta quarta-feira (12).
Pai do bebê também foi salvo, após ficar 15 horas abraçado ao filho.
aos escombros em Nova Friburgo
(Foto: Carolina Lauriano/G1)
"Agradeço a Deus. Isso é um milagre", disse, bastante emocionado, Ademilson Guimarães, avô do bebê, que foi encaminhado por pediatras para o Hospital Raul Sertã.
Cerca de 30 minutos depois, os bombeiros conseguiram resgatar também com vida o pai de Nicolas, Wellington da Silva Guimarães, de 25 anos, que passa bem. Segundo os bombeiros, ele ficou cerca de 15 horas soterrado, abraçado ao filho.
Os dois estavam na casa da sogra de Wellington, que segue desaparecida, assim como a mulher dele, mãe do bebê.
O trabalho de resgate durou quase quatro horas, segundo os bombeiros.
Segundo o capitão Leonard, oficial médico do Corpo de Bombeiros, o resgate foi possível graças a experiência da equipe. "Esse resgate foi emocionante e se deve à equipe altamente qualificada que atuou no Bumba e no Haiti", disse o oficial, lembrando da atuação dos bombeiros em outras tragédias.
TRAGÉDIA NO RJ
PAULO MELO ON LINE
Chuva desvastou diversos bairros e distritos de Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio
Marino Azevedo/ Governo do estado RJ
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