PAULO MELO ON LINE
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
A DISPUTA NO GOVERNO MANTEGA X PALOCCI
PAULO MELO ON LINE
CH
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Mantega é quem disputa poder
com PalocciAo final do primeiro mês do governo Dilma Rousseff, consolidam-se os grupos de poder no governo federal, com destaque para o ministro considerado mais forte, Antonio Palocci (Casa Civil), rivalizando com o único colega que ameaça fazer-lhe sombra: Guido Mantega (Fazenda). Ambos disputam as atenções e os raros elogios da presidente. No primeiro governo Lula, o grande rival de Palocci era José Dirceu.
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Quebra da hegemonia
Dilma tomou uma decisão importante: quebrar a hegemonia de grupos políticos no Congresso, como aquele liderado por José Sarney.
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Troca de comando
A presidente vai tirar a Eletrobras da área de influência de Sarney e fazer de José Antonio Muniz presidente de outra estatal, Eletronorte.
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Decat em Furnas
Também é decisão de Dilma tocar a turma de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) de Furnas Centrais Elétricas, que será presidida por Flávio Decat.
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Pele de bebê
Dilma decidiu manter a rotina de consultar-se duas vezes ao mês com seu dermatologista e amigo Guilherme Almeida, de São Paulo.
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DF: governo
achacava até quem queria investirO governador Agnelo Queiroz (PT) suspendeu por 90 dias o programa Pró-DF, que concede terrenos a empresas interessadas em se instalar no Distrito Federal. Há denúncias, já sob investigação, de que em governos anteriores empresários eram achacados em até R$ 2 milhões para receberem um lote. Desde 2009, foram distribuídos 214 lotes. Há 383 processos de concessão de áreas sob exame, neste momento.
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Apagão oficial
Agnelo e família chegaram a ficar 24 horas sem energia, na residência oficial. E o gerador, sem manutenção há seis meses, não funcionou.
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Terra arrasada
A bagunça administrativa no governo do DF invadiu a residência oficial de Águas Claras: como toda cidade, o matagal chegava a dois metros.
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Armários vazios
Agnelo contou a amigos que na residência oficial não encontrou nem taças para evitar o gargalo das garrafas d’água. Levou-as de casa.
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Bola nas costas
Começou com a droga de ex-secretário Pedro Abramovay, mas o ministro José Eduardo Cardozo (Justiça) só leva bola na costas. Em vez de “porquinho”, já pode ser chamado pelo apelido de “gandula”.
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Guerra interna
O PMDB decide na segunda quem representará o partido na Mesa Diretora da câmara. O nome favorito é da capixaba Rose de Freitas, apoiada por Eduardo Cunha (RJ), de quem Dilma quer distância.
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Dubai estatal
Após o BNDES alugar por R$262 milhões um prédio no centro do Rio enquanto reforma a sede, falta pouco para a Petrobras inaugurar a sede capixaba de R$500 milhões em Vitória, engavetada desde 2006 no Ministério Público por derrubar “área de preservação ambiental”.
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Como os romanos
O tucanato está mais dividido que o senado romano nos tempos de Cícero, mas o encrencado senador Cícero Lucena (PSDB-PB) continua o favorito na disputa pela primeira-secretaria do Senado brasileiro.
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Presente de grego
Influente na campanha tucana em São Paulo, o novo chefe da Divisão de Capturas, delegado Waldomiro Milanesi, quase enfartou com 300 mandatos de prisão cível e criminal e doze policiais para cumpri-los.
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Perdeu, mas levou
O senador José Pimentel CE) tinha votos na bancada do PT para ser o 1ª vice-presidente do Senado. Mas o partido preferiu dividir o mandato com Marta Suplicy, que ameaçava o mundo se fosse derrotada.
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Crise de latinhas
Sinal curioso do aquecimento da economia brasileira: há escassez de latinhas de alumínio para envasar refrigerantes, por isso há quase um desabastecimento. A situação somente será normalizada em abril.
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Olho na multa
O Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis do Rio alerta que cadastrados no programa Empreendedor Individual têm até hoje (31) para declarar o IR. O governo adoraria que esquecessem o prazo...
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Quanto riso...
A ministra Miriam Belchior (Planejamento) deve anunciar os cortes no Orçamento entre 10 e 12 de fevereiro. Em março vem o Carnaval...
- Poder sem pudor
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O bicho que deu
Jornalista de economia esperava o presidente do Banco Econômico, Ângelo Calmon de Sá, atrasado para uma entrevista, em Salvador. Nas publicações do banco sobre a mesa, vê o logotipo sem acento circunflexo. A sílaba tônica no “mi” gerava um “Economico”. Terminada a entrevista, não resistiu:
– O senhor não acha que não fica bem? Afinal, “mico” não é coisa agradável em bancos.
Calmon de Sá explicou rindo que, por ser banco centenário, seria grafia antiga. E garantiu, com serenidade baiana:
– Não se preocupe. Neste banco nunca vai haver “mico”.
Anrã...
3 MORTES EM QUEDA DE AVIÃO EM LONDRINA
PAULO MELO ON LINE
Seis
pessoas foram presas ontem de madrugada, acusadas de roubos a ônibus de
turismo na região noroeste do estado. Foi durante uma operação policial
desencadeada em Sarandi. Uma pessoa já tinha sido presa, e foi ela que
norteou a prisão dos outros, segundo o delegado Leandro Munin. A
quadrilha fez, pelo menos, cinco roubos na região, com duas táticas
diferentes: se passando por passageiros, ou fazendo falsas blitz
policiais.
Entre as armas encontradas, estavam fuzis, escopetas e pistolas, algumas delas de uso restrito das Forças Armadas. Ao longo do dia, os presos prestaram depoimentos, mas negaram a participação nos crimes. Eles serão indiciados pelos crimes de roubo, formação de quadrilha, entre outros, e ficam presos na subdivisão policial de Maringá.
Um avião bimotor caiu na zona sul de Londrina, ontem, às 18h45.
Três pessoas estavam a bordo e morreram na hora. Equipes do corpo de
bombeiros trabalharam no combate as chamas no local. O avião decolou do
aeroporto de Londrina, por volta das 18h42 da tarde e caiu três minutos
depois, nos fundos de uma granja. Ninguém em solo ficou ferido. A
aeronave faria um voo panorâmico. As vítimas já foram identificadas
pelos familiares.
Entre as armas encontradas, estavam fuzis, escopetas e pistolas, algumas delas de uso restrito das Forças Armadas. Ao longo do dia, os presos prestaram depoimentos, mas negaram a participação nos crimes. Eles serão indiciados pelos crimes de roubo, formação de quadrilha, entre outros, e ficam presos na subdivisão policial de Maringá.
JAPÃO E CANADÁ FRETAM AVIÕES PARA RETIRADA DE SEUS CIDADÃOS DO EGITO
PAULO MELO ON LINE
Japão e Canadá fretam aviões para
EFE
Mohammed Abed/28.1.2011/AFP
O governo
japonês e o governo canadense anunciaram o início do processo de
retirada de seus habitantes do Egito, por causa das revoltas que
acontecem no país africano.
O Japão fretará aviões charter para evacuar a partir desta segunda -feira (31) todos seus cidadãos que se encontrem no Egito e desejem sair do país, informou a agência local "Kyodo". Segundo o Ministério de Exteriores japonês, calcula-se que atualmente há cerca de 1.600 japoneses no Egito, entre residentes e turistas.
Está previsto que aviões fretados pelo Governo, com capacidade para transportar 180 pessoas, façam três viagens entre Cairo e Roma a fim de resgatar japoneses que ficaram retidos no Egito. Além disso, o Governo do Japão prevê que grupos de cidadãos possam deixar o país árabe em aviões comerciais.
No final da noite deste domingo 335 dos 600 japoneses que esperavam no aeroporto do Cairo saíram do país em um avião da Egyptair com destino a Tóquio. O ministro de Exteriores do Japão, Seiji Maehara, pediu nos últimos dias ao Governo de Hosni Mubarak que evite a violência para responder à revolta popular e que estabeleça um canal de diálogo com os manifestantes.
Todos que quiserem sair do país
No Canadá, o ministro de Assuntos Exteriores do Canadá, Lawrence Cannon, disse que poderá evacuar entre 700 e 800 canadenses para países europeus, mas que o processo continuará até que sejam retirados todos os cidadãos que moram no Egito e desejam sair do país.
O ministro disse que a representação diplomática de Ottawa no Cairo tem registrados cerca de 1.200 canadenses no país africano, mas Cannon estimou em 6.500 canadenses o número real.
- O Canadá sempre defendeu o desenvolvimento democrático na região, e claramente, considera que se necessita reforma no mundo árabe. Um mundo árabe e um Oriente Médio mais estáveis contribuirão para a estabilidade mundial.
Na manhã deste domingo (30), as autoridades canadenses aconselharam a seus cidadãos que considerassem abandonar o país se sua presença não fosse essencial, perante a gravidade da situação que se vive no Egito.
Internacional
Japão e Canadá fretam aviões para
retirar seus cidadãos do Egito
Estrangeiros serão levados para a Europa antes de voltarem para casa
Manifestações nas ruas do Cairo preocupam a comunidade internacional
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O Japão fretará aviões charter para evacuar a partir desta segunda -feira (31) todos seus cidadãos que se encontrem no Egito e desejem sair do país, informou a agência local "Kyodo". Segundo o Ministério de Exteriores japonês, calcula-se que atualmente há cerca de 1.600 japoneses no Egito, entre residentes e turistas.
Está previsto que aviões fretados pelo Governo, com capacidade para transportar 180 pessoas, façam três viagens entre Cairo e Roma a fim de resgatar japoneses que ficaram retidos no Egito. Além disso, o Governo do Japão prevê que grupos de cidadãos possam deixar o país árabe em aviões comerciais.
No final da noite deste domingo 335 dos 600 japoneses que esperavam no aeroporto do Cairo saíram do país em um avião da Egyptair com destino a Tóquio. O ministro de Exteriores do Japão, Seiji Maehara, pediu nos últimos dias ao Governo de Hosni Mubarak que evite a violência para responder à revolta popular e que estabeleça um canal de diálogo com os manifestantes.
No Canadá, o ministro de Assuntos Exteriores do Canadá, Lawrence Cannon, disse que poderá evacuar entre 700 e 800 canadenses para países europeus, mas que o processo continuará até que sejam retirados todos os cidadãos que moram no Egito e desejam sair do país.
O ministro disse que a representação diplomática de Ottawa no Cairo tem registrados cerca de 1.200 canadenses no país africano, mas Cannon estimou em 6.500 canadenses o número real.
- O Canadá sempre defendeu o desenvolvimento democrático na região, e claramente, considera que se necessita reforma no mundo árabe. Um mundo árabe e um Oriente Médio mais estáveis contribuirão para a estabilidade mundial.
Na manhã deste domingo (30), as autoridades canadenses aconselharam a seus cidadãos que considerassem abandonar o país se sua presença não fosse essencial, perante a gravidade da situação que se vive no Egito.
"Copyright Efe - Todos os direitos de reprodução e representação são reservados para a Agência Efe."
domingo, 30 de janeiro de 2011
BRASIL 50 MILHÕES DE RAIOS NA ÚLTIMA DÉCADA
PAULO MELO ON LINE
Apesar de as mudanças climáticas alterarem a distribuição dos raios, o Brasil já era um local propício no século XIX. Uma carta escrita para sua família pelo Marquês de Borba, recém chegado ao país com Dom João VI em 1808, revela que por aqui ocorriam trovões como ele nunca havia escutado.
De lá para cá a situação se agravou e deve piorar ainda mais por conta do aquecimento global, segundo o Osmar Pinto Junior, coordenador do Elat e autor do livro “Lightning in the tropics: from a source of fire to a monitoring system of climatic changes" (Os raios nos trópicos - de uma fonte de fogo a um sistema de monitoramento de mudanças climáticas).
Observações por satélite feitas pelo grupo apontam um aumento de 18% na quantidade de raios nos anos 2000, tendência que deve se repetir na próxima década, principalmente na região da Amazônia. Atualmente, o fenômeno causa 132 mortes (77% no verão e primavera) e um prejuízo de R$ 1 bilhão por ano no Brasil, principalmente no conserto de equipamentos danificados, como sinais de trânsito e aparelhos eletrônicos.
A cidade de São Paulo é a segunda do país em número de mortos por raios entre 2000 e 2009, com 14 óbitos, atrás de Manaus, que teve 16. O crescimento da capital paulista e a alteração do meio ambiente, com o aparecimento de “ilhas de calor”, causaram um aumento de 60% no fenômeno nos últimos 50 anos.
Em 23 de janeiro de 2011, o município bateu um recorde em número de raios, com 1,7 mil ocorrências em um só dia. Apesar disso, a quantidade mensal é semelhante à registrada no mesmo período de 2010.
Brasil teve 50 milhões de raios na última década e média deve subir
Roberto Saraiva
rsferreira@band.com.br
A apreensão das avós com o som dos trovões não pode ser chamada de injustificada, já que o Brasil detém o recorde mundial de incidência de raios. Segundo um levantamento do Elat (Grupo de Eletricidade Atmosférica), divisão do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Especiais), foram cerca de 50 milhões de descargas elétricas entre 1990 e 1999. Outros locais com grande ocorrência do fenômeno também estão na altura dos trópicos, como o centro da África e a Indonésia.Apesar de as mudanças climáticas alterarem a distribuição dos raios, o Brasil já era um local propício no século XIX. Uma carta escrita para sua família pelo Marquês de Borba, recém chegado ao país com Dom João VI em 1808, revela que por aqui ocorriam trovões como ele nunca havia escutado.
De lá para cá a situação se agravou e deve piorar ainda mais por conta do aquecimento global, segundo o Osmar Pinto Junior, coordenador do Elat e autor do livro “Lightning in the tropics: from a source of fire to a monitoring system of climatic changes" (Os raios nos trópicos - de uma fonte de fogo a um sistema de monitoramento de mudanças climáticas).
Observações por satélite feitas pelo grupo apontam um aumento de 18% na quantidade de raios nos anos 2000, tendência que deve se repetir na próxima década, principalmente na região da Amazônia. Atualmente, o fenômeno causa 132 mortes (77% no verão e primavera) e um prejuízo de R$ 1 bilhão por ano no Brasil, principalmente no conserto de equipamentos danificados, como sinais de trânsito e aparelhos eletrônicos.
A cidade de São Paulo é a segunda do país em número de mortos por raios entre 2000 e 2009, com 14 óbitos, atrás de Manaus, que teve 16. O crescimento da capital paulista e a alteração do meio ambiente, com o aparecimento de “ilhas de calor”, causaram um aumento de 60% no fenômeno nos últimos 50 anos.
Em 23 de janeiro de 2011, o município bateu um recorde em número de raios, com 1,7 mil ocorrências em um só dia. Apesar disso, a quantidade mensal é semelhante à registrada no mesmo período de 2010.
PRÉDIO DESABA EM BELÉM
PAULO MELO ON LINE
Um
prédio desabou na região central de Belém (PA) na tarde de sábado (29) e
matou uma pessoa. A vítima, Maria Raimunda Fonseca dos Santos, 67,
morava em uma das casas vizinhas que foram soterradas Raimundo Paccó/UOL
PRÉDIO DESABA EM BELÉM
PAULO MELO ON LINE
Um
prédio desabou na região central de Belém (PA) na tarde de sábado (29) e
matou uma pessoa. A vítima, Maria Raimunda Fonseca dos Santos, 67,
morava em uma das casas vizinhas que foram soterradas Raimundo Paccó/UOL
PRÉDIO DESABA EM BELÉM
PAULO MELO OON LINE
Um
prédio desabou na região central de Belém (PA) na tarde de sábado (29) e
matou uma pessoa. A vítima, Maria Raimunda Fonseca dos Santos, 67,
morava em uma das casas vizinhas que foram soterradas Raimundo Paccó/UOL
PRÉDIO DESABA EM BELÉM
PAULO MELO ON LINE
Um prédio em construção desabou no início da tarde deste sábado no centro de Belém, no Pará. O edifício, de 32 andares, estava em fase de acabamento. As casas próximas ao local foram evacuadas e um prédio ao lado da construção foi interditado com suspeita de ter a estrutura prejudicada. As informações são de Henrique Miranda, repórter da TV Bandeirantes no Pará.
Resgate
Até o momento duas pessoas foram resgatadas com vida, entre elas uma senhora que passava pelo local no momento do desabamente. Segunda a Defesa Civil, ao menos cinco pessoas estão soterradas.
Prédio em construção desaba em Belém
Da redação
cidades@eband.com.br
Um prédio em construção desabou no início da tarde deste sábado no centro de Belém, no Pará. O edifício, de 32 andares, estava em fase de acabamento. As casas próximas ao local foram evacuadas e um prédio ao lado da construção foi interditado com suspeita de ter a estrutura prejudicada. As informações são de Henrique Miranda, repórter da TV Bandeirantes no Pará.
Resgate
Até o momento duas pessoas foram resgatadas com vida, entre elas uma senhora que passava pelo local no momento do desabamente. Segunda a Defesa Civil, ao menos cinco pessoas estão soterradas.
MÍDIA ARGENTINA DESTACA A VISITA DE DILMA
PAULO MELO ON LINE
Às vesperas de desembarcar na Argentina, a presidenta Dilma Rousseff foi destaque nos principais jornais do país vizinho - "Clarín", "La Nación" e "Página 12" - neste domingo. Em entrevista ao "La Nacíon", Dilma fez um balanço do primeiro mês de seu governo e disse que o pior momento foi ver o desespero nos olhos das vítimas da tragédia na região serrana do Rio de Janeiro.
Dilma também contou ser fã do tango clássico e do Teatro Cólon, uma das principais atrações culturais e turísticas de Buenos Aires. Ao "Clarín", Dilma conta que se encanta com a cidade, mas diz que não poderá se "perder" pelas ruas da capital em sua estreia internacional como presidenta.
"A falta de liberdade e de poder me movimentar é o que menos gosto no cargo", afirma Dilma, em entrevista a repórteresargentinos que foram enviados a Brasília
O "Clarín" diz que, durante a passagem de menos de 24 horas por Buenos
Aires, Dilma vai aproveitar o encontro com a presidente Cristina
Kirchner para amenizar um "eventual efeito corrosivo" que a visita ao
Brasil do presidente dos EUA, Barack Obama, possa ter sobre a Casa
Rosada. Além do Brasil, Obama visitará o Chile em março, mas excluiu a
Argentina do roteiro. A reportagem enfatiza que Dilma considera a
parceria com a Argentina "estratégica".
Após encontro com Cristina, Dilma reservou espaço na agenda para encontrar as Mães da Praça de Maio, que tiveram filhos desaparecidos durante a ditadura argentina. A presidenta brasileira, que militou na ditadura militar e foi presa e torturada, demonstrou, segundo o jornal, que vai priorizar os direitos humanos no Brasil e na política externa. "Não vou negociar os direitos humanos. Não há concessões possíveis nesta àrea", disse Dilma.
A brasileira comemorou ainda o fato de uma mulher ter sido eleita no Brasil. Após a agenda com Cristina e as mães da praça de maio, Dilma retorna para o Brasil na noite de segunda-feira
Às vésperas de visita, Dilma é destaque na mídia argentina
Em entrevistas, presidenta faz balanço de um mês no governo e reclama da falta de liberdade no cargo
Andreia Sadi, iG Brasília
Às vesperas de desembarcar na Argentina, a presidenta Dilma Rousseff foi destaque nos principais jornais do país vizinho - "Clarín", "La Nación" e "Página 12" - neste domingo. Em entrevista ao "La Nacíon", Dilma fez um balanço do primeiro mês de seu governo e disse que o pior momento foi ver o desespero nos olhos das vítimas da tragédia na região serrana do Rio de Janeiro.
Foto: Reprodução
Dilma Rousseff é destaque nos principais jornais argentinos
Dilma também contou ser fã do tango clássico e do Teatro Cólon, uma das principais atrações culturais e turísticas de Buenos Aires. Ao "Clarín", Dilma conta que se encanta com a cidade, mas diz que não poderá se "perder" pelas ruas da capital em sua estreia internacional como presidenta.
"A falta de liberdade e de poder me movimentar é o que menos gosto no cargo", afirma Dilma, em entrevista a repórteresargentinos que foram enviados a Brasília
Após encontro com Cristina, Dilma reservou espaço na agenda para encontrar as Mães da Praça de Maio, que tiveram filhos desaparecidos durante a ditadura argentina. A presidenta brasileira, que militou na ditadura militar e foi presa e torturada, demonstrou, segundo o jornal, que vai priorizar os direitos humanos no Brasil e na política externa. "Não vou negociar os direitos humanos. Não há concessões possíveis nesta àrea", disse Dilma.
A brasileira comemorou ainda o fato de uma mulher ter sido eleita no Brasil. Após a agenda com Cristina e as mães da praça de maio, Dilma retorna para o Brasil na noite de segunda-feira
TIRIRICA DEPOIS DE CIRURGIA É LIBERADO DO HOSPITAL
PAULO MELO ON LINE
Ele passou por uma cirurgia para retirada de pedras na vesícula.
Tiririca deixou hospital na manhã deste domingo, em São Paulo (Foto: William Volcov/News Free/Agência Estado)
O deputado federal eleito Francisco Everardo Oliveira (PR-SP), o
Tiririca, recebeu alta médica na manhã deste domingo (30), em São Paulo.
Ele estava internado no Hospital Sírio-Libanês após uma cirurgia para
retirada de pedras na vesícula, que ocorreu na sexta-feira (28).
De acordo com a assessoria do hospital, o procedimento, com duração de uma hora, transcorreu bem e Tiririca teve boa evolução. Ainda de acordo com a assessoria, o deputado eleito não passou mal e a cirurgia não foi de urgência.
Tiririca teria passado por uma consulta na manhã de sexta e resolveu fazer a operação no mesmo dia. O motivo seria porque, a partir desta semana, quando tomará posse na Câmara como deputado federal, ele terá menos tempo por conta da divisão da agenda entre as atividades parlamentares e as artísticas. A posse está marcada para terça-feira, dia 1º de fevereiro, em Brasília.
Há um mês, Tiririca foi internado em um hospital de Fortaleza após uma indisposição em razão das pedras na vesícula.
Tiririca obteve 1,3 milhão de votos e foi o deputado mais votado do país nas eleições de 2010. Ele foi diplomado deputado no dia 17 deste mês. Dois dias antes, havia visitado a Câmara dos Deputados, em Brasília, pela primeira vez, após polêmica em torno da suspeita de que ele seria analfabeto - acusação da qual foi absolvido.
Tiririca recebe alta e deixa hospital em SP
Ele passou por uma cirurgia para retirada de pedras na vesícula.
Deputado eleito tomará posse nesta semana.
De acordo com a assessoria do hospital, o procedimento, com duração de uma hora, transcorreu bem e Tiririca teve boa evolução. Ainda de acordo com a assessoria, o deputado eleito não passou mal e a cirurgia não foi de urgência.
Tiririca teria passado por uma consulta na manhã de sexta e resolveu fazer a operação no mesmo dia. O motivo seria porque, a partir desta semana, quando tomará posse na Câmara como deputado federal, ele terá menos tempo por conta da divisão da agenda entre as atividades parlamentares e as artísticas. A posse está marcada para terça-feira, dia 1º de fevereiro, em Brasília.
Tiririca obteve 1,3 milhão de votos e foi o deputado mais votado do país nas eleições de 2010. Ele foi diplomado deputado no dia 17 deste mês. Dois dias antes, havia visitado a Câmara dos Deputados, em Brasília, pela primeira vez, após polêmica em torno da suspeita de que ele seria analfabeto - acusação da qual foi absolvido.
MUBARAK PRESIDENTE DO EGITO É OBRIGADO REFORÇAR SEGURANÇA
PAULO MELO ON LINE
Reunião com militares e vice-presidente foi divulgada pela televisão estatal.
O presidente do Egito, Hosni Mubarak, visitou um quartel-general e reuniu os comandantes de alta patente neste domingo (30). A reunião foi divulgada pela televisão estatal. A emissora mostrou Mubarak em reunião com o recém-nomeado vice-presidente Omar Suleiman, o ministro da Defesa, Mohamed Hussein Tantawi, o chefe de gabinete Sami al-Anan e outros.
A agência oficial de notícias divulgou que Mubarak conferiu também o trabalho das Forças Armadas no comando das operações de segurança.
Esta é uma das raras aparições de Mubarak. Seu último pronunciamento foi televisionado na sexta-feira (28), quando havia afirmado que um novo governo seria formado neste sábado, além de prometer reformas, após quatro dias de vigorosos protestos em todo o país exigindo sua saída.
A ofensiva política do governo consiste em cativar os militares. Por isso, o ex-ministro da Aviação Civil, Ahmad Shafic, foi confirmado pelo governo como primeiro-ministro. Shafic, que é um ex-comandante da Força Aérea, será o responsável por formar o novo gabinete de ministros, que foi dissolvido neste sábado.
Hosni Mubarak (à esquerada) e o viice-presidente Omar Suleiman (centro) em reunião no Cairo (Foto: Reuters)
Além disso, o presidente egípcio, que não escolheu um vice-presidente
desde sua posse em 1981, nomeou o seu chefe de inteligência e confidente
Omar Suleiman, para o cargo. Muitos viram a nomeação como o fim das
pretensões do filho do presidente, Gamal, de assumir a presidência.
Hosni Mubarak recusa-se a deixar o cargo, apesar da pressão da população. Como reforço à posição do presidente, o Parlamento egípcio anunciou neste sábado que não tem planos para antecipar as eleições.
Mubarak mandou também soldados e tanques para a capital Cairo e para outras cidades. O envio de tropas do exército para ajudar a polícia mostrou que Mubarak ainda tem o apoio dos militares, a força mais poderosa do país. Porém, qualquer mudança de opinião dos generais poderá selar o seu destino.
Neste domingo, com o fim do toque de recolher, os manifestantes voltaram à praça principal da capital egípcia, Tahrir. O local é o centro de protestos na cidade. O domingo é o início da semana de trabalho no Egito, no entanto, muitas empresas e lojas estão fechados, especialmente por causa da onda de saques que assusta a população local. Os bancos não abriram por determinação do Banco Central.
O ministro da Informação do Egito, Anas El Feki, proibiu neste domingo (30) a rede de televisão Al-Jazeera de operar no país. O anúncio foi feito pela agência oficial Mena. A maior emissora de televisão do Qatar fazia uma ampla cobertura das manifestações contra o regime do presidente Hosni Mubarak. Ela transmitia em tempo real o movimentos nas ruas das principais cidades egípcias, Cairo, Alexandria e Suez, com comentários em inglês e árabe.
Em comunicado, a Al -Jazeera afirmou que a decisão das autoridades do Egito de proibir a cobertura das manifestações tem como objetivo "silenciar o povo egípcio".
Até agora, pelo menos 100 pessoas morreram no Egito desde o começo das manifestações contra o governo do presidente Hosni Mubarak, na última terça-feira (25). O número foi apurado pelas agências de notícias Reuters e France Presse com fontes de segurança e médicas. Ainda não há dados oficiais sobre as vítimas.
A embaixada dos Estados Unidos no país aconselhou neste domingo os americanos a deixar o Egito o mais rapidamente possível. "Os voos para os pontos de evacuação começarão a deixar o Egito na segunda-feira, 31 de janeiro", declarou a embaixada em comunicado.
Toque de recolher
Milhares de egípcios desobedeceram o toque de recolher estabelecido para este sábado e domingo (30), apesar de as Forças Armafdas terem exigido que os manifestantes obedecessem a ordem. Houve relatos de saques e habitantes de subúrbios ricos do Cairo relataram a chegada de veículos militares nestas localidades, com o objetivo de impedir novos ataques.
O toque de recolher começou às 16h (12h, em Brasília) e terminou às 8h de domingo (4h, em Brasília) no Cairo e nas cidades de Alexandria e Suez.
Moradores do Cairo portam bastões para espantar saqueadores na noite deste sábado (29). (Foto: AFP)
A brasileira Larissa Amorim, que mora nos arredores da capital, contou à
BBC que o medo era muito grande na sua vizinhança devido aos saques que
ocorriam na cidade. "Meu marido foi à rua juntamente de outros homens
do bairro com facas e bastões para proteger as propriedades", contou
ela, que é casada com um egípcio e mora no país desde 2007.
"Nós estamos muito nervosos, mas os moradores falaram que, por enquanto, não havia sinais de distúrbios na área."
A rede de TV CNN exibiu imagens de pessoas armadas nas ruas do Cairo. Portando rifles, pistolas e outros instrumentos mais simples, como bastões e até tubos de aspirador de pó, eles tentavam espantar grupos que circulam em motos, supostos saqueadores.
Prédios do governo também foram alvos de tentativas de invasão, que deixaram dezenas de feridos. Os militares disseram que vão agir 'com firmeza' para restabelecer a ordem e impor o toque de recolher. Em uma prisão no Cairo, os detentos armaram uma tentativa de fuga em massa, que foi contida. Oito presos morreram.
Mapa do Egito mostra as cidades em que ocorreram
os principais protestos (Foto: Arte G1)
A brasileira Rossana dos Santos, que mora em Alexandria, outra cidade
sob toque de recolher, disse, em entrevista à Globonews (veja vídeo
acima), que ali também há homens armados tentando proteger os edifícios.
Depois da oficialização da estratégia anunciada nesta sexta-feira, o presidente egípcio, que não escolheu um vice-presidente desde sua posse em 1981, nomeou o seu chefe de inteligência e confidente Omar Suleiman, para o cargo. Dessa forma, o presidente garante aliados militares no novo governo a ser formado.
Líder espiritual muçulmano defende renúncia
A tensão pode aumentar ainda mais com as declarações do xeque Yusef Al Qardaui a favor da renúncia do presidente Hosni Mubarak. O egípcio Yusef Al Qardaui é considerado o pregador mais influente do mundo árabe. Em entrevista à televisão Al Jazeera, o líder afirmou que a renúncia poderia resolver a crise no Egito.
"Mubarak, tenha misericórdia sobre essas pessoas e fuja antes que a destruição se estenda no Egito", afirmou o teólogo sunita que lidera a União Mundial de Sábios Muçulmanos e é um dos líderes espirituais da Irmandade Muçulmana no mundo.
Manifestante sobe em tanque de guerra em protesto no Egito (Foto: Ben Curtis/AP)
Conflitos violentos
Entre os conflitos mais intensos deste sábado está a tentativa de invasão ao prédio do Ministério do Interior, quando pelo menos três pessoas foram mortas pela polícia. Antes disso, fontes de segurança disseram à Reuters que pelo menos seis pessoas, incluindo um policial, havia sido mortas.
Neste sábado, fontes médicas disseram à agência que cerca de 2 mil pessoas ficaram feridas em todo o país, porém com mais protestos em movimento, esse número pode aumentar. Pelo menos trinta corpos foram levados para o hospital de El Damardash no centro do Cairo nesta sexta-feira.A Associated Press apurou que o total de mortes desde o início das manifestações, que começaram nesta semana, já soma 35 pessoas, o que inclui 10 policiais.
Manifestantes egípcios atacaram também neste sábado um prédio na sede da Segurança de Estado da cidade de Rafah. Pelo menos três policiais morreram com a explosão. A cidade, localizada na Faixa de Gaza, fica na fronteira com o Sinai, no Egito.
A explosão aconteceu após manifestantes beduínos lançarem granadas contra o prédio, durante confrontos com a polícia. Os policiais reagiram com tiros durante o protesto. O edifício está localizado perto da fronteira de Rafah e, de acordo com testemunhas, está a ponto de desabar.
Por causa da violência, o governo de Israel decidiu repatriar as famílias dos funcionários da delegação diplomática no Cairo e outros israelenses que estavam na cidade.
Oficial do exército se junta a manifestantes na praça Tahrir, no Cairo (Foto: Yannis Behrakis/Reuters)
Ataque ao Ministério do Interior
O exército egípcio guarda a sede do Ministério do Interior, no centro do Cairo, neste domingo. Dois carros blindados e um tanque montavam guarda na frente do edifício, que foi evacuado por causa de ataque de manifestantes neste sábado.
A polícia abriu fogo contra cerca de mil manifestantes egípcios que tentavam invadir o Ministério do Interior. A reação teria acontecido após um grupo de pessoas atirar contra o prédio e só parou quando tanques de guerra foram enviados ao local. Na ação, a polícia teria matado pelo menos três manifestantes, de acordo com a rede de televisão Al Jazeera.
O Exército tenta restaurar a ordem em meio a saques depois que as forças de segurança retiraram as seguintes ruas enormes manifestações na semana passada.
Também no Cairo, tanques do exército egípcio e tiros disparados no ar foram usados neste para controlar pessoas que tentavam atacar a entrada do prédio do Banco Central, onde é impresso o papel moeda. Os manifestantes usavam pedaços de madeira e desistiram da abordagem depois de ouvir os tiros.
Ministros renunciaram
O gabinete de ministros do Egito anunciou oficialmente a renúncia neste sábado após dias de protestos da população contra o governo de Hosni Mubarak. Porém, a mudança não será suficiente para conter a onda de protestos no país.
O líder opositor Mohamed ElBaradei, afirmou que Hosni Mubarak terá de sair. Segundo ele, o discurso do presidente televisionado na sexta-feira foi "praticamente um insulto à inteligência das pessoas." El Baradei, chefe da Assembleia Nacional para a Mudança, chegou na última quinta-feira (27) ao Cairo.
Pelo menos 30 pessoas morreram no conflito entre manifestantes e policiais (Foto: MARCO LONGARI/AFP)
O serviço de telefonia móvel foi parcialmente restaurado no Egito na manhã deste sábado. O serviço, assim como o acesso à internet, foi interrompido na tentativa de impedir as manifestações hostis ao regime.
Internet e telefones móveis desempenharam um papel fundamental na organização de manifestações contra o regime de Hosni Mubarak, liderados por jovens pró-democracia. Eles se inspiraram na Revolução dos Jasmins, que em 14 de janeiro, derrubaram o ditador Zine El Abidine Ben Ali.
O Departamento de Estado dos EUA pediu que o país garanta o acesso às comunicações e respeite direitos inidividuais durante os protestos.
O presidente egípcio, Hosni Mubarak, durante a transmissão do seu discurso em cadeia nacional (Foto: Reuters)
ElBaradei
Os milhares de manifestantes pressionam pela renúncia de Mubarak, há 30 anos no poder. O opositor Mohamed ElBaradei, que recém retornou ao país, se ofereceu a conduzir uma suposta transição de governo.
ElBaradei participou na sexta-feira de uma oração com 2 mil pessoas em uma mesquita de Guiza, na capital. A polícia cercou a área. A rede de TV Al Jazeera chegou a relatar que ele havia sido preso, mas depois desmentiu. Segundo a TV, ele teria sido apenas impedido de deixar o local.
Alvo de protestos nas ruas, Mubarak visita quartel-general
Reunião com militares e vice-presidente foi divulgada pela televisão estatal.
Hosni Mubarak tenta cativar militares, a força mais poderosa do país.
Do G1, com agências internacionais
O presidente do Egito, Hosni Mubarak, visitou um quartel-general e reuniu os comandantes de alta patente neste domingo (30). A reunião foi divulgada pela televisão estatal. A emissora mostrou Mubarak em reunião com o recém-nomeado vice-presidente Omar Suleiman, o ministro da Defesa, Mohamed Hussein Tantawi, o chefe de gabinete Sami al-Anan e outros.
A agência oficial de notícias divulgou que Mubarak conferiu também o trabalho das Forças Armadas no comando das operações de segurança.
Esta é uma das raras aparições de Mubarak. Seu último pronunciamento foi televisionado na sexta-feira (28), quando havia afirmado que um novo governo seria formado neste sábado, além de prometer reformas, após quatro dias de vigorosos protestos em todo o país exigindo sua saída.
A ofensiva política do governo consiste em cativar os militares. Por isso, o ex-ministro da Aviação Civil, Ahmad Shafic, foi confirmado pelo governo como primeiro-ministro. Shafic, que é um ex-comandante da Força Aérea, será o responsável por formar o novo gabinete de ministros, que foi dissolvido neste sábado.
Hosni Mubarak recusa-se a deixar o cargo, apesar da pressão da população. Como reforço à posição do presidente, o Parlamento egípcio anunciou neste sábado que não tem planos para antecipar as eleições.
Mubarak mandou também soldados e tanques para a capital Cairo e para outras cidades. O envio de tropas do exército para ajudar a polícia mostrou que Mubarak ainda tem o apoio dos militares, a força mais poderosa do país. Porém, qualquer mudança de opinião dos generais poderá selar o seu destino.
Neste domingo, com o fim do toque de recolher, os manifestantes voltaram à praça principal da capital egípcia, Tahrir. O local é o centro de protestos na cidade. O domingo é o início da semana de trabalho no Egito, no entanto, muitas empresas e lojas estão fechados, especialmente por causa da onda de saques que assusta a população local. Os bancos não abriram por determinação do Banco Central.
Egípcios se armam com paus, correntes e facas para
proteger bairros de saqueadores
(Foto: Yannis Behrakis/Reuters)
TV Al-Jazeera é proibida de atuar no paísproteger bairros de saqueadores
(Foto: Yannis Behrakis/Reuters)
O ministro da Informação do Egito, Anas El Feki, proibiu neste domingo (30) a rede de televisão Al-Jazeera de operar no país. O anúncio foi feito pela agência oficial Mena. A maior emissora de televisão do Qatar fazia uma ampla cobertura das manifestações contra o regime do presidente Hosni Mubarak. Ela transmitia em tempo real o movimentos nas ruas das principais cidades egípcias, Cairo, Alexandria e Suez, com comentários em inglês e árabe.
Em comunicado, a Al -Jazeera afirmou que a decisão das autoridades do Egito de proibir a cobertura das manifestações tem como objetivo "silenciar o povo egípcio".
Até agora, pelo menos 100 pessoas morreram no Egito desde o começo das manifestações contra o governo do presidente Hosni Mubarak, na última terça-feira (25). O número foi apurado pelas agências de notícias Reuters e France Presse com fontes de segurança e médicas. Ainda não há dados oficiais sobre as vítimas.
A embaixada dos Estados Unidos no país aconselhou neste domingo os americanos a deixar o Egito o mais rapidamente possível. "Os voos para os pontos de evacuação começarão a deixar o Egito na segunda-feira, 31 de janeiro", declarou a embaixada em comunicado.
Toque de recolher
Milhares de egípcios desobedeceram o toque de recolher estabelecido para este sábado e domingo (30), apesar de as Forças Armafdas terem exigido que os manifestantes obedecessem a ordem. Houve relatos de saques e habitantes de subúrbios ricos do Cairo relataram a chegada de veículos militares nestas localidades, com o objetivo de impedir novos ataques.
O toque de recolher começou às 16h (12h, em Brasília) e terminou às 8h de domingo (4h, em Brasília) no Cairo e nas cidades de Alexandria e Suez.
A rede de TV CNN exibiu imagens de pessoas armadas nas ruas do Cairo. Portando rifles, pistolas e outros instrumentos mais simples, como bastões e até tubos de aspirador de pó, eles tentavam espantar grupos que circulam em motos, supostos saqueadores.
Prédios do governo também foram alvos de tentativas de invasão, que deixaram dezenas de feridos. Os militares disseram que vão agir 'com firmeza' para restabelecer a ordem e impor o toque de recolher. Em uma prisão no Cairo, os detentos armaram uma tentativa de fuga em massa, que foi contida. Oito presos morreram.
os principais protestos (Foto: Arte G1)
Depois da oficialização da estratégia anunciada nesta sexta-feira, o presidente egípcio, que não escolheu um vice-presidente desde sua posse em 1981, nomeou o seu chefe de inteligência e confidente Omar Suleiman, para o cargo. Dessa forma, o presidente garante aliados militares no novo governo a ser formado.
Líder espiritual muçulmano defende renúncia
A tensão pode aumentar ainda mais com as declarações do xeque Yusef Al Qardaui a favor da renúncia do presidente Hosni Mubarak. O egípcio Yusef Al Qardaui é considerado o pregador mais influente do mundo árabe. Em entrevista à televisão Al Jazeera, o líder afirmou que a renúncia poderia resolver a crise no Egito.
"Mubarak, tenha misericórdia sobre essas pessoas e fuja antes que a destruição se estenda no Egito", afirmou o teólogo sunita que lidera a União Mundial de Sábios Muçulmanos e é um dos líderes espirituais da Irmandade Muçulmana no mundo.
Entre os conflitos mais intensos deste sábado está a tentativa de invasão ao prédio do Ministério do Interior, quando pelo menos três pessoas foram mortas pela polícia. Antes disso, fontes de segurança disseram à Reuters que pelo menos seis pessoas, incluindo um policial, havia sido mortas.
Neste sábado, fontes médicas disseram à agência que cerca de 2 mil pessoas ficaram feridas em todo o país, porém com mais protestos em movimento, esse número pode aumentar. Pelo menos trinta corpos foram levados para o hospital de El Damardash no centro do Cairo nesta sexta-feira.A Associated Press apurou que o total de mortes desde o início das manifestações, que começaram nesta semana, já soma 35 pessoas, o que inclui 10 policiais.
Manifestantes egípcios atacaram também neste sábado um prédio na sede da Segurança de Estado da cidade de Rafah. Pelo menos três policiais morreram com a explosão. A cidade, localizada na Faixa de Gaza, fica na fronteira com o Sinai, no Egito.
A explosão aconteceu após manifestantes beduínos lançarem granadas contra o prédio, durante confrontos com a polícia. Os policiais reagiram com tiros durante o protesto. O edifício está localizado perto da fronteira de Rafah e, de acordo com testemunhas, está a ponto de desabar.
Por causa da violência, o governo de Israel decidiu repatriar as famílias dos funcionários da delegação diplomática no Cairo e outros israelenses que estavam na cidade.
O exército egípcio guarda a sede do Ministério do Interior, no centro do Cairo, neste domingo. Dois carros blindados e um tanque montavam guarda na frente do edifício, que foi evacuado por causa de ataque de manifestantes neste sábado.
A polícia abriu fogo contra cerca de mil manifestantes egípcios que tentavam invadir o Ministério do Interior. A reação teria acontecido após um grupo de pessoas atirar contra o prédio e só parou quando tanques de guerra foram enviados ao local. Na ação, a polícia teria matado pelo menos três manifestantes, de acordo com a rede de televisão Al Jazeera.
O Exército tenta restaurar a ordem em meio a saques depois que as forças de segurança retiraram as seguintes ruas enormes manifestações na semana passada.
Também no Cairo, tanques do exército egípcio e tiros disparados no ar foram usados neste para controlar pessoas que tentavam atacar a entrada do prédio do Banco Central, onde é impresso o papel moeda. Os manifestantes usavam pedaços de madeira e desistiram da abordagem depois de ouvir os tiros.
Ministros renunciaram
O gabinete de ministros do Egito anunciou oficialmente a renúncia neste sábado após dias de protestos da população contra o governo de Hosni Mubarak. Porém, a mudança não será suficiente para conter a onda de protestos no país.
O líder opositor Mohamed ElBaradei, afirmou que Hosni Mubarak terá de sair. Segundo ele, o discurso do presidente televisionado na sexta-feira foi "praticamente um insulto à inteligência das pessoas." El Baradei, chefe da Assembleia Nacional para a Mudança, chegou na última quinta-feira (27) ao Cairo.
O serviço de telefonia móvel foi parcialmente restaurado no Egito na manhã deste sábado. O serviço, assim como o acesso à internet, foi interrompido na tentativa de impedir as manifestações hostis ao regime.
Internet e telefones móveis desempenharam um papel fundamental na organização de manifestações contra o regime de Hosni Mubarak, liderados por jovens pró-democracia. Eles se inspiraram na Revolução dos Jasmins, que em 14 de janeiro, derrubaram o ditador Zine El Abidine Ben Ali.
O Departamento de Estado dos EUA pediu que o país garanta o acesso às comunicações e respeite direitos inidividuais durante os protestos.
Os milhares de manifestantes pressionam pela renúncia de Mubarak, há 30 anos no poder. O opositor Mohamed ElBaradei, que recém retornou ao país, se ofereceu a conduzir uma suposta transição de governo.
ElBaradei participou na sexta-feira de uma oração com 2 mil pessoas em uma mesquita de Guiza, na capital. A polícia cercou a área. A rede de TV Al Jazeera chegou a relatar que ele havia sido preso, mas depois desmentiu. Segundo a TV, ele teria sido apenas impedido de deixar o local.
CRIANÇA MORRE CARBONIZADA EM CASA DEPOIS DE SER DEIXADA SOZINHA PELA AVÓ
PAULO MELO ON LINE
Avó havia saído de casa para ir a um baile funk, em SP.
Criança é deixada sozinha em casa pela avó e morre carbonizada
Avó havia saído de casa para ir a um baile funk, em SP.
Ela foi presa em flagrante por abandono de incapaz.
Uma criança de 3 anos morreu carbonizada na madrugada deste domingo
(30) após um incêndio em um barraco na Avenida Engenheiro Heitor Antônio
Eiras Garcia, próximo à Rodovia Raposo Tavares, na Zona Oeste de São
Paulo. Segundo a polícia, a avó, uma empregada doméstica de 36 anos,
havia deixado a criança sozinha em casa por volta da 1h para ir para um
baile funk e só retornou depois das 4h30, quando o fogo já havia sido
controlado.
Ela foi presa em flagrante por abandono de incapaz e levada para o 51º DP. A criança era criada pela avó. Até as 8h45 deste domingo, ainda não se sabia as causas do incêndio.
Ela foi presa em flagrante por abandono de incapaz e levada para o 51º DP. A criança era criada pela avó. Até as 8h45 deste domingo, ainda não se sabia as causas do incêndio.
ACIDENTE DE TRÂNSITO NO RS MATA PAI E 2 FILHOS
PAULO MELO ON LINE
Veículo invadiu pista contrária e bateu de frente com outro carro.
Segundo informações da polícia civil de Santa Rosa um veículo que seguia na rodovia sentido Santa Rosa invadiu a pista contrária e bateu de frente com o outro carro onde as vítimas viajavam. O veículo que provocou a colisão estava a 130 quilômetros por hora.
Outras duas pessoas que estavam no Corcel, uma mulher de 22 anos e um menino de 6 estão internados em estado grave, segundo a polícia. O condutor do Vectra, um homem de 29 anos, e um passageiro de 15 também estão hospitalizados.
Pai e dois filhos morrem em acidente de trânsito no RS
Veículo invadiu pista contrária e bateu de frente com outro carro.
Quatro pessoas estão hospitalizadas, segundo a polícia.
Carro foi atingido por veículo que estava na pista
contrária (Foto: Corpo de Bombeiros/Santa Rosa)
Um homem de 38 anos e seus dois filhos de 5 e 3 anos morreram em um
acidente de trânsito na noite deste sábado (29), no km 50 da ERS-344, km
50, altura de Lajeado Pessegueiro, interior de Santa Rosa (RS).contrária (Foto: Corpo de Bombeiros/Santa Rosa)
Segundo informações da polícia civil de Santa Rosa um veículo que seguia na rodovia sentido Santa Rosa invadiu a pista contrária e bateu de frente com o outro carro onde as vítimas viajavam. O veículo que provocou a colisão estava a 130 quilômetros por hora.
Outras duas pessoas que estavam no Corcel, uma mulher de 22 anos e um menino de 6 estão internados em estado grave, segundo a polícia. O condutor do Vectra, um homem de 29 anos, e um passageiro de 15 também estão hospitalizados.
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